HOJE... RECORDAMOS... A IRMÃ MARIA DROSTE

Faz hoje (16 de maio) 126 anos que a Irmã Maria Droste assumiu as funções de Superiora da sua Instituição Religiosa no Porto, onde viria a falecer 5 anos mais tarde, no dia 8 de junho de 1899.

Oriunda de uma família cristã e nobre da Alemanha, nasceu em 8 de setembro de 1863, no Castelo da sua família em Munster (Westefália). Seu pai era o Conde Droste zu Vischering, e sua mãe a Condessa de Galen, sobrinha do Bispo de Moguncio. Ao nascer, correu risco de vida, e, por isso, foi batizada dois dias depois, na Igreja de S. Servácio, junto do Palácio dos Droste, com o nome de Maria Ana Joana Francisca Teresa.

Aos 17 anos sentiu a sua vocação para a vida religiosa. No dia 21 de novembro de 1888, entrou, como Postulante, no Mosteiro do Bom Pastor de Munster, tomando o Hábito de religiosa no dia 10 de janeiro de 1889, com o nome de Irmã Maria do Divino Coração. Em 31 de julho do ano seguinte assumia o cargo de Diretora da sua Congregação, revelando-se uma alma boa que guardava para si os maiores sacrifícios e dificuldades.

No dia 24 de fevereiro de 1894, incumbida de novas funções, chegava a Lisboa, na qualidade de Assistente e Diretora da Classe de Recuperação, e aí permaneceu algumas semanas. Depois seguiu para Paranhos (Porto), onde a partir de 16 de maio desse ano, assumia as funções de Superiora da Casa do Porto.
De compleição física débil, a Irmã Maria do Divino Coração preocupou-se com a Obra e, em pouco tempo, duplicou o número de jovens que eram recuperadas pela sua Instituição. Em 1896, depois de uma cansativa viagem à Alemanha, a Jovem Madre Superiora viu-se obrigada a cair na cama, donde não se levantaria mais. Sofreu de uma inflamação na espinal-medula, com sintomas de paralisia que lhe causaram um enorme estado de sofrimento, que os médicos não conseguiram aliviar, mas nunca se queixou. Mesmo enferma, continuou a dirigir a Congregação, revelando, nos últimos anos da sua vida, duas preocupações essenciais, resultantes de revelação divina: a construção de um templo ao Coração Divino e a Consagração do Mundo ao Sagrado Coração.
A sua 1.ª preocupação não teve tempo para a ver realizada porque faleceu muito antes, mas concretizou-se na nossa terra com a construção da Igreja do Bom Pastor (na Palmilheira). No que respeita à sua 2.ª preocupação, cumpriu-se ainda na sua vida a decisão papal – efetivamente o Papa Leão XIII decidiu consagrar o Mundo ao Sagrado Coração de Jesus (a própria Irmã Maria do Divino Coração escrevia ao Papa, a 27 de abril de 1899, a agradecer-lhe) – mas a Consagração só se fez a 11 de junho de 1899, tinha a Beata Maria do Divino Coração morrido há 3 dias, e o Papa declarou esse ato como o «mais grandioso de todo o seu Pontificado».

A 12 de dezembro de 1936 o seu corpo foi trasladado da sua 1.ª sepultura, na parede do Cemitério de Paranhos para a Capela construída com as esmolas do Povo. A 10 de novembro de 1944, foi aberto o caixão, na presença do Bispo do Porto (D. Agostinho de Jesus e Sousa) e do Médico que a assistiu nos últimos anos de vida (Dr. Carlos Lima), tendo-se verificado que o cadáver estava totalmente intacto. No dia 13 de fevereiro de 1944, na sequência de vários registos de casos difíceis pedidos àquela Serva de Deus e atendidos pelo Divino Coração, o Papa Pio XII, mandou publicar o Decreto sobre a Heroicidade das virtudes da Venerável Irmã Maria do Divino Coração. Em 3 de outubro de 1975, procedeu-se a nova abertura do caixão, na presença do Bispo-Auxiliar do Porto, D. Domingos de Pinho Brandão, deparando-se com o cadáver parcialmente conservado.

O dia 1 de novembro de 1975 foi de festa para a Comunidade do Bom Pastor – Instituição de Caridade cuja Casa Mãe tem a sua sede em Ermesinde – pelo facto de uma sua filha espiritual ter ascendido à Santidade e, portanto, passar a ter culto e honras de Altar, precisamente a Irmã Maria do Divino Coração.

No dia 1 de novembro de 1975, para assistir à sua Beatificação em Roma, na Praça de S. Pedro, por S.S. o Papa Paulo VI, deslocaram-se de Portugal, muitos portugueses, entre os quais se incluíam: o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, o Bispo-Auxiliar do Porto, D. Domingos de Pinho Brandão, o Bispo do Algarve, D. Florentino de Andrade e Silva; o Bispo de Viseu, D. José; o Vice-Postulador do Processo de Beatificação, D. Gabriel de Sousa; o Capelão da Ordem do Bom Pastor, Monsenhor Miguel Sampaio; o Pároco de Ermesinde, Padre Luís Vieira dos Santos; o Pároco de Paranhos, Padre Dr. António Joaquim Alves das Neves; Manuel Joaquim Fernandes dos Santos e 20 Freiras da Ordem a que pertencia a Irmã Maria, à frente das quais seguia a Provincial, a Superiora e a Conselheira.

No dia 3 de dezembro de 1975, o Corpo da Irmã Maria foi trasladado do Cemitério de Paranhos para o Mausoléu, onde atualmente se encontra, dentro da Igreja do Bom Pastor, em Ermesinde, onde nos dias 6, 7 e 8 de dezembro foi celebrado um Tríduo que contou com a participação de D. Gabriel de Sousa, Monsenhor Miguel Sampaio e D. António Ferreira Gomes. Numa dependência anexa, foram expostos alguns objetos que a Santa usou e que estão perfeitamente conservados.


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